quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
ÁGUAS DE MARÇO (Antônio Carlos Jobim)
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó na madeira
Caingá, candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada,
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é vida , é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol.
São as águas de março, fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
RPG - Role Playing Game

Fazem 15 anos que começamos a jogar o tal do RPG... Lembro mais ou menos de como aconteceu. Uma galera, lá da vila onde moro, botou uma pilha para o Fernando levar para Vila Isabel um jogo que ele conhecia e jogava em Niterói. Eu tinha 11 anos, não me lembro dos detalhes dos fatos, talvez o Fernando faça um adendo... tá aí! Fernando, tá intimado a deixar um comentário contando, com maior detalhes, como que surgiu a idéia de jogarmos na vila...
Enfim, era 1992, aquela galera que vivia a jogar futebol de botão iria mudar um pouco sua rotina.
Chega o Fernando, com livros e mais livros... tudo em "ingrês"! Caraio... que merda...
Eu pensava que dado era sinônimo de cubo. Forma geométrica de seis lados, conforme aprendemos na escola. Nada disso...
Fui apresentado a todos os tipos de dados... Óbvio que o tradicional, de seis lados, mas também o de quatro (sem trocadilhos, por favor), oito, dez, doze e 20 lados.
Depois conhecemos a dinâmica do jogo... Como funcionam os ataques, uso de magias, diferença entre magias arcanas e divinas. Era muita informação...
O grupo era grande, não me lembro bem quem começou, mas durante os últimos 15 anos o grupo se consolidou em: André, André (Mú), Fábio (Viola), Leonardo, Pavel e Rodrigo. O Fernando sempre como Mestre (com M maiúsculo mesmo). Ao longo do tempo outras pessoas já jogaram também, óbvio que vou esquecer alguns nomes, mas aceito o apoio nos comentários: Bruno, Janaína, Alessandra, Lana (sei lá, uma amiga da Alessandra, acho que Lana foi o nome da personagem... hehehe), João Henrique, Felipe. Acho que a Sheila chegou a jogar, e a Bárbara do 17... mas não tenho certeza. Também tiveram uns colegas do CPII mas que nem lembro o nome... e certamente alguns amigos do Fábio.
Ao longo deste tempo também sempre tivemos a compania do Thiago e da Ingrid. Eles jogam na copa de 2014, Fernando? Eles sempre jogavam os dados como os inimigos, se divertindo às nossas custas.
Meu primeiro personagem foi um Clérigo de Tempus. O nome era Osires. Ao longo do tempo tive vários outros personagens... clérigos, guerreiros, bardos... mas a classe que acabei me identificando e que se tornou a minha preferida foi a de Paladino.
Os paladinos são personagens que lutam pela justiça. São os bonzinhos... e o mais difícil sempre foi conseguir interpretar um bonzinho e não um bobinho. Isso é uma coisa que levei pra vida. É muito diferente uma pessoa boa de uma pessoa boba! E muitos confundem!
Nossa primeira aventura foi hilária. Não tínhamos a menor noção de nada, como as coisas funcionavam, timming, melhor uso das habilidades... Mais do que natural. Mas a falta de noção foi característica fundamental para acontecer uma das coisas mais hilárias, lembrada até hoje. O Fábio colocou um tal colar que haviamos encontrado. No que ele coloca o tal colar, o mesmo começa a apertar, começando a estrangula-lo. Naquela coisa do "O que que eu faço?" o Rodrigo dá a idéia: "Fernando, vou tirar o colar com a bastarda". Simplesmente bastarda é um tipo de espada imensa, que deve ser segurada com as duas mãos. Digamos que uma ferramenta não indicada para este tipo de situação. O Fernando, que também estáva aprendendo a exercer seu papel de mestre, levou a frase ao pé da letra e nosso amigo foi morto. Teve a cabeça degolada.
Histórias engraçadas é o que não faltam... O Rodrigo contribui muito para esses momentos. Uma das melhores foi uma vez que, perdido no deserto, ele estáva morrendo de sede... O Fernando pergunta: "E aí? O que você vai fazer? Vc tá morrendo de sede...". Eis que o Rodrigo teve a brilhante idéia: "Vou cortar a corcova do camelo pra beber a água armazenada... Putaquepariu! Morreu o camelo e ele.
O Fábio também nos deu momentos de mais intensa alegria. Uma vez (uma não, várias) o coitado chorou por que colocou um cinturão, achado em uma das aventuras, e virou, permanentemente mulher.
Inclusive, acho que a partir deste acontecimento, o Andre gostou da idéia e passou a fazer apenas personagens do sexo feminino.
Outro momento digno dos trapalhões que o Fábio nos deu foi em uma viagem. Ao desmbarcar na capital do reino de Murghon nos perguntaram: "De onde vocês vieram?". Ele prontamente respondeu, de Dhaztanar... Tipo, Dhaztanar era do reino de Semphar, inimigo declarado. Fomos do porto para o xilindró.
Lembrei do André... também nos deu momentos hilários. Provavelmente eu também... mas esse blog sendo meu, prefiro falar apenas dos meus feitos heróicos, mais abaixo (hehehe).
Nosso mestre, bem seu Saraiva (tolerância zero), sempre foi caxias com o que falamos. Tipo: "Vocês estão numa bifurcação, esquerda ou direita?", "Fernando, vamos em frente", "Você deu de cara com a parede, perdeu 3 hp". Também sempre fez questão de interpretar da pior maneira os nossos feitiços de Wish. A pior foi com o Mú. Ele ganha um wish e deseja que a esposa seja ressucitada. Eis que seu desejo é atendido, ela aparece viva, mas no céu... cai e morre novamente. E o mané ainda deu razão pro Fernando, dizendo que não especificou direito o pedido. Sacanagem, hein Fernando?
De todos os meus Paladinos o maior foi Charles Brandon. Ouso dizer que foi o melhor personagem que teve no nosso jogo ao longo destes 15 anos. Foi o que chegou ao maior nível, e que teve os maiores escores. Enfim, foi "O Cara".
Despertou a inveja alheia, que acabou criando o hit mais tocado nos anos 90: "Aristóteles, comeu o cú do Charles", dizia a música infâme, com melodia de Jordy, isso mesmo, aquele francezinho... Outra era, "Chupa pala... chupa pala... chupa filho da putaaaaa". Óbvio que as lidas canções foram de autoria do Rodrigo, se você o conhece, entende o pq do óbvio.
Mas o pala foi foda...
Passavamos a semana esperando o sábado e o domingo, jogávamos 8, 10 horas por dia... e ainda ficávamos putos quando o Fernando fechava o livro e dizia que tinha que ir embora. Infelizmente são tempos bons que não voltam mais... hoje é difícil até mesmo jogarmos 3 horas de 15 em 15 dias.
Mas nem tudo está perdido. Nos juntamos novamente, vamos tentar mais uma vez voltar a jogar um pouco de RPG. Seremos eu, Fábio, e o André. Somados aos novos companheiros Pedro e Fabricio. O Fernando, como sempre, vai ser o Mestre. Não poderia deixar de citar, mas certamente toda a fascínio é decorrente da inquestionável qualidade das aventuras que o Fernando cria (ganhei milzinho de XP, né Fernando?). Aventuras dígnas de virarem roteiros Hollywoodianos (agora passei de nível, né?).
É isso. O Post ficou grande pra cacete e não paro de me lembrar de várias e várias coisas que aconteceram durante este tempo. Mas vou encerrar com a promessa de falar mais sobre esse hobby maravilhoso. Vou contar passagens alegres, passagens inesquecíveis, e vou até mesmo falar sério quando resolver escrever o quanto que acredito que o RPG me ajudou a me tornar o que sou hoje... de fato, acredito que muito do que sou foi impulsionado pelo desenvolvimento intelectual que tive jogando RPG, e não é exagero.
Fernando, como meu principal leitor, o que sugere para o próximo post? Que tal fazermos a narração da invasão da fortaleza do homem velho? Ou então falar sobre o Lion King? Ou o Monkey King? As lutas contra as Hordas dos Bárbaros? Ou então contra Seth? O China? ...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Malditos Sejam!!!

Malditos
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Rapidinha
Mas resolvi estreiar o mês de dezembro com uma pequena notinha!
Eu e uns amigos estamos nos organizando para voltar a jogar o nosso tão querido RPG... obviamente que este feito merece um post só pra ele, e é o que vou fazer em breve...
Fica aqui o compromisso... vou fazer um post sobre RPG... desde o começo, quando iniciamos nosso vício. Vou falar das aventuras vividas, nossas histórias. Todos os momentos cômicos... enfim, vai ser um post muito interessante.
Ó... sai ainda esse mês!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
1 Ponto!

Faz-me lembrar o empate com o Juventude, com o América. Indo mais atrás, me faz lembrar o empate com o Figueirense, roubado, é verdade. Lembro do time sem alma que tomou de 3 do Grêmio no Olímpico (quando a fase ainda era boa). Eu tava lá. No aeroporto conversei com JH, Alessandro, Renato Silva e Joilson. Falei: “Libertadores tamô aê”... O Jorge Henrique respondeu: “Se Deus quiser”.
Esse foi o problema. Deus queria, sem dúvida. Esforçou-se ao máximo e acabou ajudando, de quebra, o Flamengo. Os resultados das últimas rodadas foram amplamente favoráveis. O problema é que os “filhas das putas” dos jogadores não quiseram.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito: “Antes de Deus, VOCÊS devem querer”.
Que sensação escrota... a cada gol na vitória contra o Paraná eu me pegava comemorando, pulando, abraçando meu sobrinho. Mas, em seguida, me batia aquela tristeza... Vamos ficar a 1 pontinho.
Fico pensando no time para o ano que vem. O querido Gaba escreve no blog do Movimento Carlito Rocha sobre os grandes avanços na esfera administrativa que foram alcançados. O Bebeto diz que 2008 será o ano “Zero” para o futebol do Glorioso, mas fico triste pra cacete! Apesar das grandes decepções e frustrações, das pipocadas e trairagens, acho praticamente impossível montar um time tão bom quanto o deste ano (sim, acho o time excelente, apesar de todas as lágrimas que me fizeram derramar).
Vou sentir saudades dos golaços do Dodô, das arrancadas do Joílson. Do Zé Roberto? Talvez menos... mas aturar Felício dizendo que vai se firmar em seu lugar é dose (falo convicto, mas torcendo muito para ele me fazer queimar a língua).
Enfim, fica a torcida, com força, de um 2008 melhor que 2007. Para mim, isso significa apenas conquistar títulos. De resto fiquei satisfeito.
Mas, nesta reta final, acredito que estaria mais feliz com a conquista suada de uma vaga na Sulamericana do que olhar a tabela e perceber que faltou 1 ponto.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A jogada antológica!

Essa eu estava devendo desde a semana passada.
Noite de sinuca na Pereira Nunes, sendo que desta vez apenas eu e Fernando.
Como na última vez que eu havia jogado tive um desempenho lastimável, muito, mas muito abaixo da crítica, então acabou sobrando para o Fernando pagar o pato. Apesar de uns erros grotescos, bizarros mesmo consegui ganhar a maior parte das partidas.
Perdi a primeira de lavada, na regra dos 20. Mas depois me recuperei. O placar final foi de 6 x 3 pra este que vos escreve, mas o fato marcante da noite foi uma jogada daquelas, que fica na memória.
Se não me engano, a bola da vez era a 3 (que é verde, mas preferi colocar a amarela no desenho para facilitar a visualização), mas isso é o que menos importa. Eu estava já contando com os 3 pontos que o Fernando me daria, afinal, ele estava numa sinuca impossível de sair. Estava cercado por bolas em todos os lados, sem chances de pontuar, e muito menos, acertar a "da vez".
Ele olhou, olhou, olhou... deve ter feito alguns cálculos e cantou: "Caçapa do fundo". Eu gargalhei, uma vez que acertasse a bola, com certeza ela cairia, mas era impossível acertá-la. Eram 3 pontos na minha conta.
Eis que ele se inclina e dá a tacada. Parecia que a bola branca dava olé nas demais, fez uma tabela no fundo, voltou, tabelou do lado de que saiu, tabelou no fundo novamente. Neste momento eu estava boquiaberto... não era possível, minha última esperança era torcer, pelo menos, para a verde não cair, mas não teve jeito. A branca chegou com a força necessária para fazer a 3 descer.
Após a jogada o Fernando seguiu como se nada houvesse acontecido. Foi jogar a tacada seguinte, fingindo com toda a autoridade que foi apenas uma jogada como outra qualquer.
Sorte dele que sou bom perdedor, senão, viraria "história de jogador".
Enfim o ano acabou!
Sem me alongar pois estou sem saco...A imagem acima resume muito bem o que foi o Botafogo versão 2007. Um time sistematicamente garfado, com uma falta de sorte nunca vista e, principalmente, um time que não conseguiu aguentar a pressão nos momento decisivos.
Agora nos cabe pensar em um 2008 melhor. Torço que a base deste time seja mantida, mas que além dos reforços necessários, os jogadores recebam doses cavalares de amor a camisa e raça (se é possível isso nos dias de hoje). Eles precisam, acima de tudo, ser profissionais.
Que a torcida alvi-negra tenha um ótimo 2008, pois 2007 já era!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Perdão Pãozinho!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
A Copa no Brasil
O Brasil foi escolhido como o país sede para a Copa do Mundo de 2014. Eu, particularmente, fico muito feliz. Serei um dos privilegiados em viver um clima de Copa do Mundo no meu país.Clima de Copa do Mundo é assim, algo que não se explica, mas se sente. Época em que todos, independente de sexo, classe social, religião, opção sexual, tornam-se os mais profundos conhecedores do esporte mais adorado no mundo, o futebol.
Na cerimônia de escolha algumas coisas me chamaram a atenção: Primeiro, o que o pai do Fabinho, quer dizer, o Paulo Coelho fazia lá? Tudo bem que é um escritor conhecido internacionalmente, mas fazer piada de sexo e futebol para os "dinossauros" da Fifa foi um pouco demais. Segundo, uma vez que o Brasil concorria sozinho, ficou meio patético o senhor Joseph Blatter mostrando o papel escrito Brasil, como se fosse o vencedor do Oscar. Aliás, achei meio escrota a pressão da Conmebol sobre a Colômbia na época em que esta cogitou a possibilidade de se candidatar. Pra fechar, enfim o Dr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, fez algo que gostei. Ao ser perguntado sobre os problemas da violência no país, soltou uma resposta atravessada (e muito provavelmente, premeditada). Nela, disse que no mundo todo ocorrerem estes problemas, mas que pelo menos aqui os jovens não vão para a escola, armados, e assassinam os colegas de turma. Tendo em vista que a Inglaterra está como urubu em carniça, torcendo para dar errado e herdar a Copa, eu teria aplaudido o Ricardo Teixeira de pé se ele tivesse dito também que aqui a nossa Polícia Federal não assassina estrangeiros no metrô.
Vou juntando dinheiro desde já. Não tenham dúvidas que os preços das entradas para os jogos serão estratosféricos, algo em torno de gringo x carnaval x 100.
Meu único receio em relação a se, de fato, a Copa vai ser realizada aqui mesmo é a capacidade do Brasil de executar o cronograma de atividades e obras no prazo. Ser indicado ontem não foi nada. O processo de acompanhamento da Fifa é infinitamente mais rigoroso do que o do Pan. Se não me engano, vão rolar vistorias trimestrais de validação, que fiquem de olho.
Fico feliz pelas melhorias que este tipo de acontecimento traz para o Brasil, em 7 anos teremos um avanço de 30, a um custo de 90, não tenha dúvida!
Não adianta tampar o sol com a peneira. Estes acontecimentos são o paraíso para aqueles que não cansam de mamar nas tetas do governo. Não preciso me esforçar para lembrar que no Pan, evento ridiculamente menor, tivemos um custo total de R$ 3,7 bilhões (sendo a maior parte do governo), simplesmente 800% maior do que o previsto. O Estádio Olímpico, casa do GLORIOSO BOTAFOGO, custou R$ 380 milhões, mais de 6 vezes os R$ 60 milhões previstos inicialmente. É uma mamata para os safados profissionais, mas, se é pra ser roubado, que pelo menos nos façam rir.
Fico realmente muito feliz com a Copa no Brasil, como disse acima, são poucos os que têm essa oportunidade, tivemos em 50, e só Deus sabe se teremos outra (principalmente agora com o fim do rodízio entre os continentes). E, apesar da roubalheira e toda a corrupção, também teremos um bom legado em infra-estrutura para o futuro.
Um detalhe, o que faz um 4 vermelho, no logo com as cores do Brasil?
Tive um sonho!
Vai tomar no Metrô!

Mas bastou apenas mais uma manhã no Metrô do Rio para mudar as prioridades.
Como todos sabem, as chuvas que desabaram na cidade semana passada foram responsáveis pela interdição do Túnel Rebouças. Deixa eu me corrigir, tentaram nos convencer que a culpa do desabamento foi da chuva, quando na verdade houveram erros da prefeitura e do governo do estado. Falta de investimento e obras nas áreas de risco são mais do que motivos. E o desabamento é o menor dos problemas comparados às mortes que também ocorreram. Mas como me considero um "apolítico" (existe essa palavra?) não quero ficar divagando sobre este problema.
Voltando ao que interessa, devido ao fechamento do Rebouças o trânsito na ida e volta para o Centro da Cidade está um caos. E, obviamente, acaba sobrecarregando o sistema ferroviário, ou seja, trens e metrô abarrotados de gente.
Andar feito uma sardinha enlatada não me tira do sério. Óbvio que é um tanto desconfortável, aquela sauna logo antes de ir para o trabalho, empurra daqui, empurra de lá, gritaria. Mas entendo que, tendo em vista a ridícula malha ferroviária da cidade, isso é um mal inevitável.
O que tem me tirado do sério esses dias são as pérolas que ouço.
Pego o metrô na estação São Francisco Xavier, a segunda da linha 1. A composição já veio cheia, prenúncio de viagem lotada.
É foda ir da São Francisco Xavier até a Cinelândia ouvindo gente falar merda. Putaquepariu.
Ontem eu estava cercado por três pessoas, um senhor mais velho e duas mulheres. Surreal! Como disse acima, não tenho dúvida que o governo é culpado pelo deslizamento do Rebouças e por muito mais, mas o discurso daquele senhor, em alto e bom tom era o seguinte: "... por que o governo não investe no metrô, está tudo sucateado, sem manutenção...". Acho que este senhor está desinformado. Metrô, hoje, é uma empresa privada. Ao "Metrô SA" cabe capitanear e buscar parcerias para investimento, além da manutenção da via e da frota. Ao governo cabe "apenas" o monitoramento do serviço através dos órgãos responsáveis, neste caso, a ANTF. Certamente, se o senhor não tivesse saltado na estação seguinte, a culpa no fim seria do Lula, como tudo hoje em dia.
Em seguida o comentário que mereceu o adjetivo de "Surreal". Imagine a cena: Um calor de deixar o inferno parecendo o Polo Norte, eu, de terno e gravata com mochila nas costas, sendo apertado por uma multidão. Eis que ouço a senhorita fala a seguinte frase: "... e esse povo fica empurrando, e esses homens gordos, com mochila... não deviam deixar entrar no metrô...". Sinceramente, de fato, não sei se ela olhou ao redor ao proferir tal "pérola", mas de certa forma me senti culpado pela angústia daquela senhorita. No mesmo instante pensei em pedir desculpa por ter que andar de mochila e ter o corpo avantajado, mas preferi ficar calado e torcer para que, ao sair, ela tomasse um tombo ou algo parecido para passar por um constrangimento bem grande (Deus me perdoe, mas pensei!).
Enquanto eu me controlava para ficar calado, uma outra senhora entrou na composição e, como eu, era meio "cheinha". Ao entrar, me jogou contra o ferro que o pessoal usa para se segurar e ali me manteve esmagado. Sem deixar o meu bom humor ir embora, segurei as pontas... faltava pouco para a Cinelândia. Eis que uma senhora baixinha começa a falar, achei que fosse comigo, mas não conseguia escutar. Prestei atenção e então consegui ouvir alguma coisa: "... o senhor está apertando minha mão contra o ferro, tá machucando...". Prontamente pedi desculpas, foi totalmente sem querer e devido à pressão que eu tava recebendo da outra senhora acima citada, mas ainda assim, após eu desencostar do poste, a senhora continuava reclamando. Parecia falar em outra língua, só consegui entender poucas palavras. Ela dizia algo do tipo "... assim não dá...", "... não dá pra aguentar essa situação ...". Ouvindo aquela senhora reclamar, não aguentei e, como uma metralhadora, falei alto para quem quisesse ouvir: "Desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora". Só parei de pedir desculpas quando as portas se abriram para eu saltar.
Hoje não foi diferente, mas fiquei perto de umas senhoras que embarcaram na Saens Pena. Essas tinham um complexo de superioridade de dar nojo.
Primeiro, uma delas fala sobre os "espertos que vão de outras estações para a Saens Pena, e esperam do lado do desembarque para entrar novamente, assim, vão sentados". Essa senhora, é claro, estava em pé. Deduzo que, segundo ela, somente os usuários que embarcam na Saens Pena podem têm o direito de ir sentado. Se uma pessoa se dispõe a perder tempo indo da sua estação de origem até a Saens Pena, para depois ir ao seu destino, para "se dar ao luxo" de ir sentado, é taxado de "esperto".
O pior veio depois. Segundo uma outra senhora, "...a linha que vai para a baixada deveria ser independente, pois acaba sobrecarregando a linha 1 e gerando um desconforto para quem não faz a baldeação...". Ela não faz idéia de que, desconforto mesmo, sofre aquele que têm que fazer a baldeação e pega um metrô ainda mais lotado na linha 2. Concordo que deveria sim ser independente o ramal da linha 2 (não julgando viabilidade), mas não pelos mesmos motivos que ela citou. Penso que deveria ser independente para os usuários ganharem agilidade e um pouco mais de conforto, mas de forma geral, e não para agradar à "elite suburbana".
Vir para o trabalho de metrô está sendo uma grande terapia. É necessário desenvolver fortemente sua paciência e tolerância. Como em tudo na vida, têm seu lado positivo, basta querer enxergar.
Só espero que o senhor Cesar Maia pegue um metrô na Cinelândia rumo ao Estácio às 18h antes de dizer novamente que "... o povo do Rio deveria utilizar mais o metrô para ir trabalhar..."
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Escrever o que?

Escrevo para me sentir bem. Não escrevo por vaidade, nem para ser simpático. Não escrevo para agradar, nem para agredir.
Hoje, até o momento, não tenho vontade, muito menos inspiração... mas, de certa forma, estava me cobrando, me sentido pressionado a fazer. Talvez esta sensação tenha me levado a pensar tudo isso.
Mas no fim foi bom! Escrevo sem compromisso, sem ter a obrigação de escrever. Muito menos em me preocupar se escrevo bem ou se escrevo mal.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Pela bola 6
Fomos no Snooker Bar da Pereira Nunes, como sempre. No início era só o Fabio, o Fernando e eu. Depois chegou o André.
Nos dividímos em duplas, Fábio e André eram os "Tricolores Fanfarrões", eu e o Fernando éramos os "Nunca Serão" (essa febre de "Tropa de Elite" que assola o Rio está presente em tudo, não é "zero dois"???).
O Fábio e o André estavam impossíveis, acertando tudo. O Fernando também estava bem, mas não o suficiente para compensar o peso morto que eu fui. Na primeira partida, vitória fácil dos tricolores devido a regra dos 20. Não fiz um pontinho sequer!
Até que conseguí umas jogadas de efeito, escapar de umas sinucas e tal. Mas a noite realmente não era pra mim. Como diz o Fernando, não fui "palida sombra do que fui outrora"!
Ainda conseguimos uma virada. Ganhamos 2 seguidas, virando o placar. Na quarta partida, chegando ao final, o Fábio já estava querendo ir embora, mas a vitória deles deu ânimo para a disputa da "Nega".
O placar estáva em 2 x 2, e fomos para a disputa da derradeira e decisiva partida.
Foi uma disputa igual. Nenhum dos lados conseguía abrir grande vantagem até o final. As duplas se alternavam na frente até só restarem na mesa as bolas 6 e 7. Os tricolores então passaram à frente matando a bola 7, mas como ela não éra a da vez, voltou à mesa.
Não tivemos nem mesmo chance de reação, ainda na mesma rodada, o André (que havia matado a bola 7) matou a 6, que era a da vez, em seguida. Assim, abriram mais de 7 pontos, que era o disponível na mesa.
Vitória dos tricolores por 3 x 2.
Mas o resultado é o que menos importa. O principal são os chopps, petiscos, risadas, piadas... ou seja, o principal é estarmos sempre juntos, celebrando nossa amizade! Mas que preciso treinar, preciso!
Observações importantes:
1 - Toda a pompa que cheguei, com meu taco próprio, e no final sem jogar nada! Ôooooooooo mascarado!
2 - A cara do André em dois momentos: Primeiro quando eu saí de uma sinuca sinistra com uma jogada de efeito, usando a tabela, em segundo, a cara dele quando dobrei meu taco e ele achou que tinha quebrado... hahahaha
3 - Bem, as cagadas que nego deu... nem preciso falar!
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Acreditar é preciso!

Faltando 6 jogos para o fim do Campeonato Brasileiro o Botafogo encontra-se com 45 pontos. Apesar de ser o segundo time que ficou mais tempo na zona de classificação para a Taça Libertadores, o GLORIOSO encontra-se numa posição complicada para quem têm pretensões maiores do que a classificação para a Copa Sulamericana. O Botafogo precisa vencer seus próximos 6 jogos.
Estive olhando os próximos adversários e percebí que, se não faltar vontade, o Fogão pode fazer valer aquela máxima "Existem coisas que só acontecem ao Botafogo", mas para o lado positivo.
Dos 6 jogos o Botafogo faz 3 dentro de casa e 3 fora. Dos 6 adversários pega 3 já rebaixados (dizer que Juventude e Paraná ainda não foram degolados é sacanagem). A vitória vai vir fácil.
Os jogos são os seguintes:
Juventude x Botafogo
Botafogo x Cruzeiro
América-RN x Botafogo
Botafogo x Paraná
São Paulo x Botafogo
Botafogo x Figueirense
Ou seja, se tudo der certo e se os Deuses do Futebol não aprontarem nada com o alvi-negro, temos que nos preocupar com apenas 2 desses jogos: Cruzeiro e São Paulo.
Porém, vejamos o seguinte:
O primeiro jogo será contra o Cruzeiro, concorrente direto por uma vaga na Libertadores, porém, está em derrocada clara. Ontem, no Bem Amigos, na opinião dos presentes, foi unanimidade entre os times que não se classificam. Dentro do Estádio Olímpico (Engenhão é o cacete!), com o apoio em massa da nossa torcida (que tem que encher aquela porra) tenho certeza que iremos vencer, e vencer bem esses Cruzeirenses chatos pra cacete (para esse jogo ainda vou fazer uma torcida pessoal... tenho que zoar um certo mineiro apelidado de "pãozinho").
Depois, pegaremos o Campeão São Paulo. Os "bambi" vão estar de ressaca comemorando o título e espero que ainda disputando a SUlamericana (não sei exatamente quando acaba, mas espero que o SP vá o mais longe possível). Como o jogo é no Morumbi fico um pouco preocupado. Mas acredito (torço e rezo) que podemos vencer essa também.
Pra fechar fica faltando apenas o jogo da última rodada, contra o Figueirense. O Figueira não vai estar lutando por nada, estará fora do risco de rebaixamento, e, provavelmente com a situação definida em relação a Sulamericana do ano que vem.O Fogão, tendo vencido os 5 jogos anteriores, jogando todas as suas fichas, com o Estádio Olímpico lotado com seus mais de 40 mil lugares ocupados irá vencer. Neste caso não existe outra opção. Nas casas de aposta os resultados serão apenas: Vitória sofrida, vitória tranquila, vitória fácil. E tem mais, no caso do jogo ficar duro, espero que, enfim, o Asprilla faça algo de bom pelo Fogão (uns 3 ou 4 gols contra vão cair bem!).
É isso. O Botafogo começou contra o SPORT a sua "Copa do Mundo particular". Total de 7 jogos, e a esperança (e expectativa) de 7 vitórias.
Imitando o Mestre Zagalo, "Só faltam 6".
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Fomos campeões papai?
Após um período de grande tristeza devido a eliminação, ou melhor, tragédia da Copa Sulamericana, tive meu amor renovado por este clube que nem sempre me enche de alegria, mas, justamente por ser O BOTAFOGO, me faz acreditar que o impossível pode acontecer.
Foi lindo este sábado. O Estádio Olímpico estava com um bom público. Eram quase 16 mil pagantes, mais os sócios torcedores (em torno de 3 ou 4 mil pessoas). O anel inferior do estádio estava quase lotado.
A torcida presente apoiava o time incondicionalmente e foi logo recompensada. Lucio Flavio, antes dos 10 minutos do primeiro tempo, acertou um chutaço de fora da área. A bola ainda beliscou o travessão, dando um susto na já acostumada cachorrada.
O Diguinho foi um leão em campo. Outro destaque foi o Renato Silva. Isso mesmo, por incrível que pareça.
O primeiro tempo terminou assim, e a torcida fez festa. No intervalo fizemos uma Ola... uma não, várias. A torcida não parou um minuto.
Logo no início do segundo tempo o Botafogo ampliou. Bela cobrança de falta do Juninho e Luciano Almeida botou pra dentro, de pé direito, após o rebote do goleiro.
A nota triste do jogo foi justamente devido ao pé direito do Luciano. Logo após fazer o gol, num lance de muita infelicidade, Luciano Almeida teve uma gravíssima lesão no tornozelo que o deixará fora do time por uns 6 meses. A cena foi muito forte, o estádio ficou perpléxo.
Dodô ainda fez o terceiro, com seu padrão de qualidade. Mas me recuso a entrar em detalhes sobre o gol desse traíra! Espero que as especulações sobre o seu destino sejam mentirosas. Que vá jogar lá pra o Japão ou pela Coréia.
Pra variar tomamos um. Não tem jeito, sempre tomamos. Mas nem me dei ao trabalho de registar esse lance. Prefiro ficar com o 3 x 0 na cabeça.
Ao fim do jogo Juninho e Diguinho jogaram suas camisas para a torcida. O Diguinho é botafoguense, não tenho dúvida. As camisas caíram logo a minha frente. A do Juninho ficou com um garoto que vendeu para um homem por 100 reais, já a do Diguinho foi prontamente vestida por um aprendiz de super-homem (o cara voou, literalmente).
Saí de alma lavada. Por essas e outras que, por mais que se queira, não dá pra negar quem você é de verdade! Só nos resta sonhar, e torcer para, um dia, o sonho se tornar realidade.
Ah... Foi o primeiro jogo que meu sobrinho, Matheus, foi. Agora vai ter que ir a todos, com direito a jogar no meu celular durante o segundo tempo... Deu certo!
Pra fechar, segue abaixo um texto criado por Tiago Taciano, da Fogo Horizonte. Foi escrito no fim do campeonato carioca, lí na época e guardei com muito carinho. É o que quero guardar do Botafogo de 2007. Sem mais delongas, segue abaixo!
"Daqui há uns 20 anos hei de chamar meu pimpolho para um bate-papo de futebol. Vou lhe falar sobre o time alvinegro de 2007, sem pestanejar começarei assim o papo: JC, Joilson, Alex, Juninho, L. Almeida, Guerreiro, Túlio, Zé, L. Flávio, JH e Dodô.
- É meu filho, este time encheu os olhos do Brasil todo. Era o saudoso Tostão aqui nas Minas escrevendo perplexo sobre nosso toque de bola. As mesas redondas imparciais se curvaram. Foi um campeonato belíssimo. Lutamos contra a Federação corrupta, acabamos duas vezes com a festa do Vasco e seu atacante marrento.
- Vencemos o Calábria, a pior arbitragem já vista por estes lados. Tínhamos uma média assombrosa de gols por partida. Dodô não perdoava, o artilheiro dos gols bonitos. JH, baixinho e rápido, jogava aberto pelas pontas, endiabrava qualquer setor defensivo. Zé Roberto era a alegria do povo, era como se Garrincha tivesse enviado 10% de sua arte para este meio-campista.
– Tome aí Zé, um pouco do que esta cachorrada gosta. E o Zé saia entortando todo mundo. Lucio Flavio, ah Lúcio Flávio, o passageiro da alegria, colocava a bola onde queria, de cabeça erguida seguia distribuindo jogo, tratava a bola de forma diferenciada, era o toque do maestro. Túlio e Leandro, guerreiros. Uma muralha que não cercava tudo porque sabiam jogar na frente, e saiam muito bem para o jogo, pagávamos esta conta levando muitos gols, mas fazíamos mais, e era isto que encantava. É a essência do futebol. Joilson, este ala era mágico. Bastava receber a bola que já entortava seu marcador, ou chamava o Zé pra uma tabela, ou sai feito uma flecha pelo meio do outro time. Luciano, vibrava feito uma criança quando tirava uma bola, cumpria seu papel como um soldado sob ordens. Juninho e Alex pareciam irmãos, se entendiam e junto com nosso jovem goleiro Julio Cesar fechava este grupo de jogadores inesquecíveis.
- Fomos campeões papai?
- É claro que fomos meu filho. É claro que fomos."
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Meu amigo Joselito
Foi, como amigo (mas já rolava um clima), buscá-la no aeroporto do Galeão. Chegou meia-hora antes do desembarque e ficou esperando.
Vocês não fazem idéia do que significa esperar para o Joselito. Tá pra nascer um cara mais ansioso. Dizem que nasceu de 3 meses.
Voltando à história... Impaciente na porta do desembarque, ficou a esperar até que sua "amiga" saísse porta a fora.
O cara tava pra lá de nervoso. Eles tinham marcado de tomar um café após a sua chegada. Quando marcou o café, na verdade Dona Uva quis propôr uma volta, rápida, antes de deixá-la em casa. Mas não é que Joselito a levou para tomar um café na praça de alimentação do aeroporto? Ôooooooo Joselito!
- Joselito, onde você tá me levando?
- Ué, não vamos tomar um café?
- Pensei que iríamos sair pra jantar ou algo do gênero...
- Ah tá! Entendi que era um café!
Foi mais ou menos esse o diálogo.
Combinaram então de ir para um lugar conhecido por ela para poderem bater um papo. Desceram até o estacionamento do aeroporto quando então vem a parte mais engraçada da história. Joselito perdeu o carro. Isso mesmo, perdeu o carro em pleno estacionamento do terminal 1 do Galeão.
Foi um tal de anda pra lá, anda pra cá... cadê o carro, cadê você. Dona Uva tentava deixar o Joselito mais à vontade, não parava de tentar puxar assunto. Joselito, achando que havia ido tudo por água abaixo, não parava de suar de nervoso. Fazia frio no Rio e, ainda assim, Joselito era suor puro.
Foram uns quinze ou vinte minutos atrás do carro fujão.
Ao achar o fugitivo, acontece algo que deixa o Herby, de "Se meu fusca falasse" no chinelo! Dona Uva deu uma risada quando leu "I'm LOST" num adesivo colado na traseira do automotor. O carro têm vida!
Essa noite "desastrosa" marcou o início do namoro entre eles. Segundo Dona Uva, nesse dia ele a conquistou!
Pavel para Prefeito
Vou lançar minha candidatura a Prefeito do Rio de Janeiro. Minha plataforma de governo será, em primeiro lugar, acabar com a babaquice de "Dia do Flamenguista". Onde já se viu essa porra? Dia do Flamenguista... A criação do "Dia do Torcedor Carioca" até poderia vir a ser algo interessante. Algo que iria valorizar o esporte bretão carioca, que vai muito mal das pernas. Essa babaquice de "Dia do Torcedor Flamenguista" (que deveria ser Framenguista) só faz acirrar o clima de violência entre as pseudo-torcidas cariocas.Mas nem vou ficar me alongando muito neste tema, pois, minha 2a e mais importante ação é referente à valorização da cultura e história nacional.
Meu decreto iria proibir a circulação de carros cuja fabricação fosse após o ano de 1979. Só circulariam pelas ruas do meu Rio de Janeiro carros fabricados antes disto.
Qual o valor cultural e histórico que um carro do ano, com ar-condicionado, direção hidráulica, e todos os acessórios, traz para o Rio? Esses carros não trazem o menor valor "arquitetônico". Qual a diferença de um corsa para um fiesta? Agora o que você têm a falar da "fachada" de um Fusca? Inigualável.
Pra quê o ar-condicionado? Tá negando as suas origens. Se nasceu "num país tropical, abençoado por Deus", nada mais patriótico que suar, em bicas!
Que se fodam os ambientalistas! Motor de Fusca, Kombi e Brasília é que funciona. Nunca te deixam na mão, esse troço de poluição é coisa de bambi.
Pra quê ficar construindo uma porrada de carros novos? Cada Carioca deveria ir a um ferro-velho e resgatar um Fusca, uma Brasília ou algo que o valha. Meu governo vai dar apoio para os mais necessitados poderem reformar seus carros. Se preciso for, deixo de reformar hospitais, continuo pagando mal aos PM, aos médicos. Deixo meu povo morrer de fome! Mas nada mais justo que cada carioca tenha o seu Fusquinha tinindo na garagem, ou melhor rodando por aí.
Pra quê ônibus? Proibido! No máximo Kombis. Vamos entupir nossas ruas. Muito CO2. Nossas crianças agradecem. Vai dizer que não é lindo aquele trânsito? Existe imagem mais linda que aquela fila quilométrica de luzes de freio vermelhas enquanto você está saindo do trabalho e indo para casa?. Fico arrepiado só de imaginar.
Qual o problema de levar 3 horas da sua casa ao trabalho? O caminho é belo! Aproveite para apreciar o Museu do Índio, os prédios abandonados ao redor do Engenhão (Engenhão é o cacete. Estádio Olímpico!), casébres onde vira-e-mexe morre uma família de invasores queimada devido a um curto-circuito e tantos outras maravilhas tombadas pelo "Patrimônio Histórico".
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
O Abre Alas que eu quero passar
A torcida, de amarelo, sacudindo as milhares de bandeirinhas do Brasil distribuídas na entrada, bandeirinhas estas com um lado estampado "o lindo pendão da esperança", mas com o outro lado branco mais parecia um mar de cerveja com seu colarinho. Eu fiz parte do canto mais entoado no Maraca ontem a noite: "Cerveja... Cerveja... Cerveja..." (pois é, foi proibída no estádio ontem).
Tirando a babaquice da banda da marinha começar os festejos tocando "Tributo ao Campeão" (acho que é esse o nome! Aquela musiquinha do Senna, que eu adoro, mas que, infelizmente, foi tomada pela mulambada e assassinada ao som de mengo pra lá e mengo pra cá) tudo caminhava perfeitamente bem.
Começa o jogo, logo no início do primeiro tempo um gol do Brasil, Vágner Love, o artilheiro do amor (eca :-p).
O primeiro tempo termina em marcha lenta.
Começa o segundo tempo e nada da partida melhorar. Os cariocas só podem estar malucos! Acredite se quiser, gritaram o nome do Obina!!! OBINA pelamordedeus! O problema é que não cabia em hospício nenhum da cidade, mas a prova definitiva da insanidade do povo da cidade maravilhosa foi que, ao tocar na bola, Kaka era vaiado (eu inclusive, ops)! Mas como diz meu amigo Fernando, todo torcedor é uma criança. Essa mesma torcida que vaiou o Kaka, ao fim do jogo entoava o coro "Ôooooooo Ôoooooo ôooo Melhor do Mundo!"... Vai entender!
Voltando, aos 27 minutos do segundo tempo o jogo se transformou! Num chute despretencioso do Kaka, a bola resvalou na chuteira número 48 do Ronaldinho Gaúcho e enganou o goleiro, entrando no cantinho... Brasil 2 a 0!
Mais 4 minutos e as vaias se transformaram no coro! Golaço de Kaka, um chutaço que entrou na gaveta!!!
Ainda na casa dos 30 o melhor do jogo! O que aconteceu aqui eu não escrevo novamente! Foi tão, mas tão sensacional que coloquei no meu perfil do ORKUT!!!
Fechando a goleada um momento clássico daquelas comédias pastelão! Juro... juro que, ao fundo, escutei aquela musiquinha famosa nos anos 80/90... (parararararaaaaaaara, parararararaaaaaaara, parararararaaaaa raaaaaa raaaaa... Enfim... a musiquinha dos Trapalhões). Novamente o Kaka chuta em direção ao gol. Um chute ridiculamente ridículo, parecia um peteleco, indo no meio do gol! Se sou eu, nem metia a mão na redonda... dominava com o pé, fazia umas embaixadinhas e fechava com o drible da foquinha. Mas não era eu. O tal goleiro do Equador foi pra lá, foi pra cá, escorregou e a bola bateu no braço do cidadão e foi entrando devagarinho. O Kaka, todo sem graça com aquele gol, deu um sorriso amarelo e recebeu o abraço do time. Robinho ainda deu um tapinha nas costas perguntando "Pagou quanto? (juro... de onde eu estava, uns 300 metros de distância, deu pra fazer a leitura labial).
Foi uma noite memorável, acho que para as demais 79.999 pessoas presentes no Maraca a noite foi completa. Menos pra esse que vos escreve.
Senti falta de algumas coisas, listo abaixo:
"Amor, por que ninguém passa a bola pra o cara de preto?"
"Cadê o Ronaldinho?"
"Depois desse jogo já é a final?"
Senti falta do cafuné, enquanto a bola ficava de um lado para o outro no meio de campo. Do beijo, ou melhor, dos 5 beijos após os gols. De ter aquela pessoa para quem eu pudesse, praticamente, narrar o jogo.
Talvez por isso um post tão grande!
É... quem será que faltou?
Faltam 9, e caindo!
