sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Perdão Pãozinho!

Pãozinho, meu amigo, aceite minhas sinceras desculpas.

Estou até agora envergonhado pela maneira a qual tratamos nossos convidados ontem. Era uma noite de festa, tudo para acabar bem, mas uma humilhação dessas, não desejamos nem para nossos piores inimigos.
Me perdoe mesmo, de coração, me perdoe por, em menos de cinco minutos o Túlio dar um passe perfeito para um belo gol do Dodô (desculpe também a redundância).

Me perdoe por ter pedido falta do Alecsandro no Renato "Maresia" Silva. Me perdoe por xingar o bandeira por validar o gol do Guilherme.

Me perdoe pelo chute do Túlio. Um chute daqueles, que só se acerta um na vida, não precisava ter saído na noite de ontem. Não precisava...

Me perdoe se a sua zaga ridícula não conseguiu afastar o cruzamento e permitiu que o Joílson fizesse um terceiro. Me desculpe por ele, destro, acertar um chute de esquerda.

Me desculpe por estar rouco hoje, por não ter parado de cantar um minuto se quer.

Me desculpe pela empolgação que contagiou até mesmo o Pingo, meu amigo vascaíno que parecia o mais fanático torcedor alvinegro.

Me desculpe por ainda, após um lindo cruzamento, o Juninho, nosso capitão, passar a bola de peito para o Dodô. Me desculpe pelo Dodô tirar dois zagueirinhos com um passe de volta. Me desculpe pelo Juninho meter na gaveta, sem chances para o goleirinho de merda de vocês.

Me desculpe por ontem. De coração.

Uma pena que, justo nesta partida, um goleiro nosso fizesse a melhor partida do time no ano.

Me desculpe pelos gritos de Olé, por cantar o "Ninguém cala".

Espero não termos deixado traumas, espero que vocês se sintam à vontade para voltar ao Estádio Mais Moderno da América Latina, serão melhor recebidos daqui pra frente.

E pra lembrar, fica tranquilo que as cervejas estão à caminho. Faz tempo que te digo que perdi. Mas me perdoe novamente se, sem querer, acabarmos umas duas ou três posições à sua frente.


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