quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A Copa no Brasil

O Brasil foi escolhido como o país sede para a Copa do Mundo de 2014. Eu, particularmente, fico muito feliz. Serei um dos privilegiados em viver um clima de Copa do Mundo no meu país.

Clima de Copa do Mundo é assim, algo que não se explica, mas se sente. Época em que todos, independente de sexo, classe social, religião, opção sexual, tornam-se os mais profundos conhecedores do esporte mais adorado no mundo, o futebol.

Na cerimônia de escolha algumas coisas me chamaram a atenção: Primeiro, o que o pai do Fabinho, quer dizer, o Paulo Coelho fazia lá? Tudo bem que é um escritor conhecido internacionalmente, mas fazer piada de sexo e futebol para os "dinossauros" da Fifa foi um pouco demais. Segundo, uma vez que o Brasil concorria sozinho, ficou meio patético o senhor Joseph Blatter mostrando o papel escrito Brasil, como se fosse o vencedor do Oscar. Aliás, achei meio escrota a pressão da Conmebol sobre a Colômbia na época em que esta cogitou a possibilidade de se candidatar. Pra fechar, enfim o Dr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, fez algo que gostei. Ao ser perguntado sobre os problemas da violência no país, soltou uma resposta atravessada (e muito provavelmente, premeditada). Nela, disse que no mundo todo ocorrerem estes problemas, mas que pelo menos aqui os jovens não vão para a escola, armados, e assassinam os colegas de turma. Tendo em vista que a Inglaterra está como urubu em carniça, torcendo para dar errado e herdar a Copa, eu teria aplaudido o Ricardo Teixeira de pé se ele tivesse dito também que aqui a nossa Polícia Federal não assassina estrangeiros no metrô.

Vou juntando dinheiro desde já. Não tenham dúvidas que os preços das entradas para os jogos serão estratosféricos, algo em torno de gringo x carnaval x 100.

Meu único receio em relação a se, de fato, a Copa vai ser realizada aqui mesmo é a capacidade do Brasil de executar o cronograma de atividades e obras no prazo. Ser indicado ontem não foi nada. O processo de acompanhamento da Fifa é infinitamente mais rigoroso do que o do Pan. Se não me engano, vão rolar vistorias trimestrais de validação, que fiquem de olho.

Fico feliz pelas melhorias que este tipo de acontecimento traz para o Brasil, em 7 anos teremos um avanço de 30, a um custo de 90, não tenha dúvida!

Não adianta tampar o sol com a peneira. Estes acontecimentos são o paraíso para aqueles que não cansam de mamar nas tetas do governo. Não preciso me esforçar para lembrar que no Pan, evento ridiculamente menor, tivemos um custo total de R$ 3,7 bilhões (sendo a maior parte do governo), simplesmente 800% maior do que o previsto. O Estádio Olímpico, casa do GLORIOSO BOTAFOGO, custou R$ 380 milhões, mais de 6 vezes os R$ 60 milhões previstos inicialmente. É uma mamata para os safados profissionais, mas, se é pra ser roubado, que pelo menos nos façam rir.

Fico realmente muito feliz com a Copa no Brasil, como disse acima, são poucos os que têm essa oportunidade, tivemos em 50, e só Deus sabe se teremos outra (principalmente agora com o fim do rodízio entre os continentes). E, apesar da roubalheira e toda a corrupção, também teremos um bom legado em infra-estrutura para o futuro.


Um detalhe, o que faz um 4 vermelho, no logo com as cores do Brasil?

Tive um sonho!

Podem me taxar de louco, maluco ou coisa assim. Mas continuo acreditando, firme e forte, até que não seja mais possível!

Amanhã estarei lá, no Olímpico, no Oeste, no centro, desta vez junto aos Loucos. Talvez seja o meu lugar!

Vai tomar no Metrô!


Saí de casa pensando em escrever sobre a sinuca de ontem, ou sobre a Copa de 2014 (sugestão da patroa). Estava muito animado. São dois assuntos que eu estou afim de escrever sobre. Nossas noites de sinuca, uns chopes e uns pastéis. Ou então a Copa, que se tudo der certo, vai ser aqui no Brasil.

Mas bastou apenas mais uma manhã no Metrô do Rio para mudar as prioridades.

Como todos sabem, as chuvas que desabaram na cidade semana passada foram responsáveis pela interdição do Túnel Rebouças. Deixa eu me corrigir, tentaram nos convencer que a culpa do desabamento foi da chuva, quando na verdade houveram erros da prefeitura e do governo do estado. Falta de investimento e obras nas áreas de risco são mais do que motivos. E o desabamento é o menor dos problemas comparados às mortes que também ocorreram. Mas como me considero um "apolítico" (existe essa palavra?) não quero ficar divagando sobre este problema.

Voltando ao que interessa, devido ao fechamento do Rebouças o trânsito na ida e volta para o Centro da Cidade está um caos. E, obviamente, acaba sobrecarregando o sistema ferroviário, ou seja, trens e metrô abarrotados de gente.

Andar feito uma sardinha enlatada não me tira do sério. Óbvio que é um tanto desconfortável, aquela sauna logo antes de ir para o trabalho, empurra daqui, empurra de lá, gritaria. Mas entendo que, tendo em vista a ridícula malha ferroviária da cidade, isso é um mal inevitável.

O que tem me tirado do sério esses dias são as pérolas que ouço.

Pego o metrô na estação São Francisco Xavier, a segunda da linha 1. A composição já veio cheia, prenúncio de viagem lotada.

É foda ir da São Francisco Xavier até a Cinelândia ouvindo gente falar merda. Putaquepariu.

Ontem eu estava cercado por três pessoas, um senhor mais velho e duas mulheres. Surreal! Como disse acima, não tenho dúvida que o governo é culpado pelo deslizamento do Rebouças e por muito mais, mas o discurso daquele senhor, em alto e bom tom era o seguinte: "... por que o governo não investe no metrô, está tudo sucateado, sem manutenção...". Acho que este senhor está desinformado. Metrô, hoje, é uma empresa privada. Ao "Metrô SA" cabe capitanear e buscar parcerias para investimento, além da manutenção da via e da frota. Ao governo cabe "apenas" o monitoramento do serviço através dos órgãos responsáveis, neste caso, a ANTF. Certamente, se o senhor não tivesse saltado na estação seguinte, a culpa no fim seria do Lula, como tudo hoje em dia.

Em seguida o comentário que mereceu o adjetivo de "Surreal". Imagine a cena: Um calor de deixar o inferno parecendo o Polo Norte, eu, de terno e gravata com mochila nas costas, sendo apertado por uma multidão. Eis que ouço a senhorita fala a seguinte frase: "... e esse povo fica empurrando, e esses homens gordos, com mochila... não deviam deixar entrar no metrô...". Sinceramente, de fato, não sei se ela olhou ao redor ao proferir tal "pérola", mas de certa forma me senti culpado pela angústia daquela senhorita. No mesmo instante pensei em pedir desculpa por ter que andar de mochila e ter o corpo avantajado, mas preferi ficar calado e torcer para que, ao sair, ela tomasse um tombo ou algo parecido para passar por um constrangimento bem grande (Deus me perdoe, mas pensei!).

Enquanto eu me controlava para ficar calado, uma outra senhora entrou na composição e, como eu, era meio "cheinha". Ao entrar, me jogou contra o ferro que o pessoal usa para se segurar e ali me manteve esmagado. Sem deixar o meu bom humor ir embora, segurei as pontas... faltava pouco para a Cinelândia. Eis que uma senhora baixinha começa a falar, achei que fosse comigo, mas não conseguia escutar. Prestei atenção e então consegui ouvir alguma coisa: "... o senhor está apertando minha mão contra o ferro, tá machucando...". Prontamente pedi desculpas, foi totalmente sem querer e devido à pressão que eu tava recebendo da outra senhora acima citada, mas ainda assim, após eu desencostar do poste, a senhora continuava reclamando. Parecia falar em outra língua, só consegui entender poucas palavras. Ela dizia algo do tipo "... assim não dá...", "... não dá pra aguentar essa situação ...". Ouvindo aquela senhora reclamar, não aguentei e, como uma metralhadora, falei alto para quem quisesse ouvir: "Desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora, desculpe senhora". Só parei de pedir desculpas quando as portas se abriram para eu saltar.

Hoje não foi diferente, mas fiquei perto de umas senhoras que embarcaram na Saens Pena. Essas tinham um complexo de superioridade de dar nojo.

Primeiro, uma delas fala sobre os "espertos que vão de outras estações para a Saens Pena, e esperam do lado do desembarque para entrar novamente, assim, vão sentados". Essa senhora, é claro, estava em pé. Deduzo que, segundo ela, somente os usuários que embarcam na Saens Pena podem têm o direito de ir sentado. Se uma pessoa se dispõe a perder tempo indo da sua estação de origem até a Saens Pena, para depois ir ao seu destino, para "se dar ao luxo" de ir sentado, é taxado de "esperto".

O pior veio depois. Segundo uma outra senhora, "...a linha que vai para a baixada deveria ser independente, pois acaba sobrecarregando a linha 1 e gerando um desconforto para quem não faz a baldeação...". Ela não faz idéia de que, desconforto mesmo, sofre aquele que têm que fazer a baldeação e pega um metrô ainda mais lotado na linha 2. Concordo que deveria sim ser independente o ramal da linha 2 (não julgando viabilidade), mas não pelos mesmos motivos que ela citou. Penso que deveria ser independente para os usuários ganharem agilidade e um pouco mais de conforto, mas de forma geral, e não para agradar à "elite suburbana".

Vir para o trabalho de metrô está sendo uma grande terapia. É necessário desenvolver fortemente sua paciência e tolerância. Como em tudo na vida, têm seu lado positivo, basta querer enxergar.

Só espero que o senhor Cesar Maia pegue um metrô na Cinelândia rumo ao Estácio às 18h antes de dizer novamente que "... o povo do Rio deveria utilizar mais o metrô para ir trabalhar..."

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Escrever o que?


Escrevo quando quero, quando sinto que preciso. Escrevo quando tenho vontade, quando "dá na telha". Escrevo por mim e para mim, não escrevo por ninguém, muito menos para alguém. O que escrevo pode fazer alguém sorrir, mas certamente me fará primeiro.

Escrevo para me sentir bem. Não escrevo por vaidade, nem para ser simpático. Não escrevo para agradar, nem para agredir.

Hoje, até o momento, não tenho vontade, muito menos inspiração... mas, de certa forma, estava me cobrando, me sentido pressionado a fazer. Talvez esta sensação tenha me levado a pensar tudo isso.
Mas no fim foi bom! Escrevo sem compromisso, sem ter a obrigação de escrever. Muito menos em me preocupar se escrevo bem ou se escrevo mal.

Enfim... acabou a pressão!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pela bola 6

Ontem à noite, enfim, rolou uma sinuquinha. Fazia muito tempo que não jogávamos, e, em pouco tempo percebí que preciso voltar a treinar, e muito.

Fomos no Snooker Bar da Pereira Nunes, como sempre. No início era só o Fabio, o Fernando e eu. Depois chegou o André.

Nos dividímos em duplas, Fábio e André eram os "Tricolores Fanfarrões", eu e o Fernando éramos os "Nunca Serão" (essa febre de "Tropa de Elite" que assola o Rio está presente em tudo, não é "zero dois"???).

O Fábio e o André estavam impossíveis, acertando tudo. O Fernando também estava bem, mas não o suficiente para compensar o peso morto que eu fui. Na primeira partida, vitória fácil dos tricolores devido a regra dos 20. Não fiz um pontinho sequer!

Até que conseguí umas jogadas de efeito, escapar de umas sinucas e tal. Mas a noite realmente não era pra mim. Como diz o Fernando, não fui "palida sombra do que fui outrora"!

Ainda conseguimos uma virada. Ganhamos 2 seguidas, virando o placar. Na quarta partida, chegando ao final, o Fábio já estava querendo ir embora, mas a vitória deles deu ânimo para a disputa da "Nega".

O placar estáva em 2 x 2, e fomos para a disputa da derradeira e decisiva partida.

Foi uma disputa igual. Nenhum dos lados conseguía abrir grande vantagem até o final. As duplas se alternavam na frente até só restarem na mesa as bolas 6 e 7. Os tricolores então passaram à frente matando a bola 7, mas como ela não éra a da vez, voltou à mesa.

Não tivemos nem mesmo chance de reação, ainda na mesma rodada, o André (que havia matado a bola 7) matou a 6, que era a da vez, em seguida. Assim, abriram mais de 7 pontos, que era o disponível na mesa.

Vitória dos tricolores por 3 x 2.

Mas o resultado é o que menos importa. O principal são os chopps, petiscos, risadas, piadas... ou seja, o principal é estarmos sempre juntos, celebrando nossa amizade! Mas que preciso treinar, preciso!

Observações importantes:
1 - Toda a pompa que cheguei, com meu taco próprio, e no final sem jogar nada! Ôooooooooo mascarado!
2 - A cara do André em dois momentos: Primeiro quando eu saí de uma sinuca sinistra com uma jogada de efeito, usando a tabela, em segundo, a cara dele quando dobrei meu taco e ele achou que tinha quebrado... hahahaha
3 - Bem, as cagadas que nego deu... nem preciso falar!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Acreditar é preciso!


Faltando 6 jogos para o fim do Campeonato Brasileiro o Botafogo encontra-se com 45 pontos. Apesar de ser o segundo time que ficou mais tempo na zona de classificação para a Taça Libertadores, o GLORIOSO encontra-se numa posição complicada para quem têm pretensões maiores do que a classificação para a Copa Sulamericana. O Botafogo precisa vencer seus próximos 6 jogos.

Estive olhando os próximos adversários e percebí que, se não faltar vontade, o Fogão pode fazer valer aquela máxima "Existem coisas que só acontecem ao Botafogo", mas para o lado positivo.

Dos 6 jogos o Botafogo faz 3 dentro de casa e 3 fora. Dos 6 adversários pega 3 já rebaixados (dizer que Juventude e Paraná ainda não foram degolados é sacanagem). A vitória vai vir fácil.

Os jogos são os seguintes:
Juventude x Botafogo
Botafogo x Cruzeiro
América-RN x Botafogo
Botafogo x Paraná
São Paulo x Botafogo
Botafogo x Figueirense

Ou seja, se tudo der certo e se os Deuses do Futebol não aprontarem nada com o alvi-negro, temos que nos preocupar com apenas 2 desses jogos: Cruzeiro e São Paulo.

Porém, vejamos o seguinte:

O primeiro jogo será contra o Cruzeiro, concorrente direto por uma vaga na Libertadores, porém, está em derrocada clara. Ontem, no Bem Amigos, na opinião dos presentes, foi unanimidade entre os times que não se classificam. Dentro do Estádio Olímpico (Engenhão é o cacete!), com o apoio em massa da nossa torcida (que tem que encher aquela porra) tenho certeza que iremos vencer, e vencer bem esses Cruzeirenses chatos pra cacete (para esse jogo ainda vou fazer uma torcida pessoal... tenho que zoar um certo mineiro apelidado de "pãozinho").

Depois, pegaremos o Campeão São Paulo. Os "bambi" vão estar de ressaca comemorando o título e espero que ainda disputando a SUlamericana (não sei exatamente quando acaba, mas espero que o SP vá o mais longe possível). Como o jogo é no Morumbi fico um pouco preocupado. Mas acredito (torço e rezo) que podemos vencer essa também.

Pra fechar fica faltando apenas o jogo da última rodada, contra o Figueirense. O Figueira não vai estar lutando por nada, estará fora do risco de rebaixamento, e, provavelmente com a situação definida em relação a Sulamericana do ano que vem.O Fogão, tendo vencido os 5 jogos anteriores, jogando todas as suas fichas, com o Estádio Olímpico lotado com seus mais de 40 mil lugares ocupados irá vencer. Neste caso não existe outra opção. Nas casas de aposta os resultados serão apenas: Vitória sofrida, vitória tranquila, vitória fácil. E tem mais, no caso do jogo ficar duro, espero que, enfim, o Asprilla faça algo de bom pelo Fogão (uns 3 ou 4 gols contra vão cair bem!).

É isso. O Botafogo começou contra o SPORT a sua "Copa do Mundo particular". Total de 7 jogos, e a esperança (e expectativa) de 7 vitórias.

Imitando o Mestre Zagalo, "Só faltam 6
".

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Fomos campeões papai?

Pior que ser um sonhador é negar o que você realmente é.

Após um período de grande tristeza devido a eliminação, ou melhor, tragédia da Copa Sulamericana, tive meu amor renovado por este clube que nem sempre me enche de alegria, mas, justamente por ser O BOTAFOGO, me faz acreditar que o impossível pode acontecer.



Foi lindo este sábado. O Estádio Olímpico estava com um bom público. Eram quase 16 mil pagantes, mais os sócios torcedores (em torno de 3 ou 4 mil pessoas). O anel inferior do estádio estava quase lotado.
A torcida presente apoiava o time incondicionalmente e foi logo recompensada. Lucio Flavio, antes dos 10 minutos do primeiro tempo, acertou um chutaço de fora da área. A bola ainda beliscou o travessão, dando um susto na já acostumada cachorrada.

O Diguinho foi um leão em campo. Outro destaque foi o Renato Silva. Isso mesmo, por incrível que pareça.

O primeiro tempo terminou assim, e a torcida fez festa. No intervalo fizemos uma Ola... uma não, várias. A torcida não parou um minuto.

Logo no início do segundo tempo o Botafogo ampliou. Bela cobrança de falta do Juninho e Luciano Almeida botou pra dentro, de pé direito, após o rebote do goleiro.




A nota triste do jogo foi justamente devido ao pé direito do Luciano. Logo após fazer o gol, num lance de muita infelicidade, Luciano Almeida teve uma gravíssima lesão no tornozelo que o deixará fora do time por uns 6 meses. A cena foi muito forte, o estádio ficou perpléxo.

Dodô ainda fez o terceiro, com seu padrão de qualidade. Mas me recuso a entrar em detalhes sobre o gol desse traíra! Espero que as especulações sobre o seu destino sejam mentirosas. Que vá jogar lá pra o Japão ou pela Coréia.

Pra variar tomamos um. Não tem jeito, sempre tomamos. Mas nem me dei ao trabalho de registar esse lance. Prefiro ficar com o 3 x 0 na cabeça.

Ao fim do jogo Juninho e Diguinho jogaram suas camisas para a torcida. O Diguinho é botafoguense, não tenho dúvida. As camisas caíram logo a minha frente. A do Juninho ficou com um garoto que vendeu para um homem por 100 reais, já a do Diguinho foi prontamente vestida por um aprendiz de super-homem (o cara voou, literalmente).

Saí de alma lavada. Por essas e outras que, por mais que se queira, não dá pra negar quem você é de verdade! Só nos resta sonhar, e torcer para, um dia, o sonho se tornar realidade.

Ah... Foi o primeiro jogo que meu sobrinho, Matheus, foi. Agora vai ter que ir a todos, com direito a jogar no meu celular durante o segundo tempo... Deu certo!

Pra fechar, segue abaixo um texto criado por Tiago Taciano, da Fogo Horizonte. Foi escrito no fim do campeonato carioca, lí na época e guardei com muito carinho. É o que quero guardar do Botafogo de 2007. Sem mais delongas, segue abaixo!

"Daqui há uns 20 anos hei de chamar meu pimpolho para um bate-papo de futebol. Vou lhe falar sobre o time alvinegro de 2007, sem pestanejar começarei assim o papo: JC, Joilson, Alex, Juninho, L. Almeida, Guerreiro, Túlio, Zé, L. Flávio, JH e Dodô.
- É meu filho, este time encheu os olhos do Brasil todo. Era o saudoso Tostão aqui nas Minas escrevendo perplexo sobre nosso toque de bola. As mesas redondas imparciais se curvaram. Foi um campeonato belíssimo. Lutamos contra a Federação corrupta, acabamos duas vezes com a festa do Vasco e seu atacante marrento.
- Vencemos o Calábria, a pior arbitragem já vista por estes lados. Tínhamos uma média assombrosa de gols por partida. Dodô não perdoava, o artilheiro dos gols bonitos. JH, baixinho e rápido, jogava aberto pelas pontas, endiabrava qualquer setor defensivo. Zé Roberto era a alegria do povo, era como se Garrincha tivesse enviado 10% de sua arte para este meio-campista.
– Tome aí Zé, um pouco do que esta cachorrada gosta. E o Zé saia entortando todo mundo. Lucio Flavio, ah Lúcio Flávio, o passageiro da alegria, colocava a bola onde queria, de cabeça erguida seguia distribuindo jogo, tratava a bola de forma diferenciada, era o toque do maestro. Túlio e Leandro, guerreiros. Uma muralha que não cercava tudo porque sabiam jogar na frente, e saiam muito bem para o jogo, pagávamos esta conta levando muitos gols, mas fazíamos mais, e era isto que encantava. É a essência do futebol. Joilson, este ala era mágico. Bastava receber a bola que já entortava seu marcador, ou chamava o Zé pra uma tabela, ou sai feito uma flecha pelo meio do outro time. Luciano, vibrava feito uma criança quando tirava uma bola, cumpria seu papel como um soldado sob ordens. Juninho e Alex pareciam irmãos, se entendiam e junto com nosso jovem goleiro Julio Cesar fechava este grupo de jogadores inesquecíveis.
- Fomos campeões papai?
- É claro que fomos meu filho. É claro que fomos."

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Meu amigo Joselito

Joselito, figuraça que só, um dia tava me contando a história do primeiro encontro com Dona Uva, sua futura esposa.

Foi, como amigo (mas já rolava um clima), buscá-la no aeroporto do Galeão. Chegou meia-hora antes do desembarque e ficou esperando.

Vocês não fazem idéia do que significa esperar para o Joselito. Tá pra nascer um cara mais ansioso. Dizem que nasceu de 3 meses.

Voltando à história... Impaciente na porta do desembarque, ficou a esperar até que sua "amiga" saísse porta a fora.

O cara tava pra lá de nervoso. Eles tinham marcado de tomar um café após a sua chegada. Quando marcou o café, na verdade Dona Uva quis propôr uma volta, rápida, antes de deixá-la em casa. Mas não é que Joselito a levou para tomar um café na praça de alimentação do aeroporto? Ôooooooo Joselito!

- Joselito, onde você tá me levando?
- Ué, não vamos tomar um café?
- Pensei que iríamos sair pra jantar ou algo do gênero...
- Ah tá! Entendi que era um café!

Foi mais ou menos esse o diálogo.

Combinaram então de ir para um lugar conhecido por ela para poderem bater um papo. Desceram até o estacionamento do aeroporto quando então vem a parte mais engraçada da história. Joselito perdeu o carro. Isso mesmo, perdeu o carro em pleno estacionamento do terminal 1 do Galeão.

Foi um tal de anda pra lá, anda pra cá... cadê o carro, cadê você. Dona Uva tentava deixar o Joselito mais à vontade, não parava de tentar puxar assunto. Joselito, achando que havia ido tudo por água abaixo, não parava de suar de nervoso. Fazia frio no Rio e, ainda assim, Joselito era suor puro.

Foram uns quinze ou vinte minutos atrás do carro fujão.

Ao achar o fugitivo, acontece algo que deixa o Herby, de "Se meu fusca falasse" no chinelo! Dona Uva deu uma risada quando leu "I'm LOST" num adesivo colado na traseira do automotor. O carro têm vida!

Essa noite "desastrosa" marcou o início do namoro entre eles. Segundo Dona Uva, nesse dia ele a conquistou!

Pavel para Prefeito

Vou lançar minha candidatura a Prefeito do Rio de Janeiro. Minha plataforma de governo será, em primeiro lugar, acabar com a babaquice de "Dia do Flamenguista". Onde já se viu essa porra? Dia do Flamenguista... A criação do "Dia do Torcedor Carioca" até poderia vir a ser algo interessante. Algo que iria valorizar o esporte bretão carioca, que vai muito mal das pernas. Essa babaquice de "Dia do Torcedor Flamenguista" (que deveria ser Framenguista) só faz acirrar o clima de violência entre as pseudo-torcidas cariocas.

Mas nem vou ficar me alongando muito neste tema, pois, minha 2a e mais importante ação é referente à valorização da cultura e história nacional.

Meu decreto iria proibir a circulação de carros cuja fabricação fosse após o ano de 1979. Só circulariam pelas ruas do meu Rio de Janeiro carros fabricados antes disto.

Qual o valor cultural e histórico que um carro do ano, com ar-condicionado, direção hidráulica, e todos os acessórios, traz para o Rio? Esses carros não trazem o menor valor "arquitetônico". Qual a diferença de um corsa para um fiesta? Agora o que você têm a falar da "fachada" de um Fusca? Inigualável.

Pra quê o ar-condicionado? Tá negando as suas origens. Se nasceu "num país tropical, abençoado por Deus", nada mais patriótico que suar, em bicas!

Que se fodam os ambientalistas! Motor de Fusca, Kombi e Brasília é que funciona. Nunca te deixam na mão, esse troço de poluição é coisa de bambi.

Pra quê ficar construindo uma porrada de carros novos? Cada Carioca deveria ir a um ferro-velho e resgatar um Fusca, uma Brasília ou algo que o valha. Meu governo vai dar apoio para os mais necessitados poderem reformar seus carros. Se preciso for, deixo de reformar hospitais, continuo pagando mal aos PM, aos médicos. Deixo meu povo morrer de fome! Mas nada mais justo que cada carioca tenha o seu Fusquinha tinindo na garagem, ou melhor rodando por aí.

Pra quê ônibus? Proibido! No máximo Kombis. Vamos entupir nossas ruas. Muito CO2. Nossas crianças agradecem. Vai dizer que não é lindo aquele trânsito? Existe imagem mais linda que aquela fila quilométrica de luzes de freio vermelhas enquanto você está saindo do trabalho e indo para casa?. Fico arrepiado só de imaginar.

Qual o problema de levar 3 horas da sua casa ao trabalho? O caminho é belo! Aproveite para apreciar o Museu do Índio, os prédios abandonados ao redor do Engenhão (Engenhão é o cacete. Estádio Olímpico!), casébres onde vira-e-mexe morre uma família de invasores queimada devido a um curto-circuito e tantos outras maravilhas tombadas pelo "Patrimônio Histórico".

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Abre Alas que eu quero passar

Para a inauguração deste singelo e humilde espaço utilizo o "post" que me deu a idéia de criar essa joça aqui!


Noite memorável, porém, incompleta


Mais de 80 mil pessoas num Maracanã verde e amarelo, uma atmosfera maravilhosa. A torcida fazia a "Ola". Me inventam até uma "Ola em camera lenta", ao som de uma sinfonia (não sei o nome, mas é aquela: "pararararaaannnn pam-pam pam-pam"). Um espetáculo.

A torcida, de amarelo, sacudindo as milhares de bandeirinhas do Brasil distribuídas na entrada, bandeirinhas estas com um lado estampado "o lindo pendão da esperança", mas com o outro lado branco mais parecia um mar de cerveja com seu colarinho. Eu fiz parte do canto mais entoado no Maraca ontem a noite: "Cerveja... Cerveja... Cerveja..." (pois é, foi proibída no estádio ontem).

Tirando a babaquice da banda da marinha começar os festejos tocando "Tributo ao Campeão" (acho que é esse o nome! Aquela musiquinha do Senna, que eu adoro, mas que, infelizmente, foi tomada pela mulambada e assassinada ao som de mengo pra lá e mengo pra cá) tudo caminhava perfeitamente bem.

Começa o jogo, logo no início do primeiro tempo um gol do Brasil, Vágner Love, o artilheiro do amor (eca :-p).

O primeiro tempo termina em marcha lenta.

Começa o segundo tempo e nada da partida melhorar. Os cariocas só podem estar malucos! Acredite se quiser, gritaram o nome do Obina!!! OBINA pelamordedeus! O problema é que não cabia em hospício nenhum da cidade, mas a prova definitiva da insanidade do povo da cidade maravilhosa foi que, ao tocar na bola, Kaka era vaiado (eu inclusive, ops)! Mas como diz meu amigo Fernando, todo torcedor é uma criança. Essa mesma torcida que vaiou o Kaka, ao fim do jogo entoava o coro "Ôooooooo Ôoooooo ôooo Melhor do Mundo!"... Vai entender!

Voltando, aos 27 minutos do segundo tempo o jogo se transformou! Num chute despretencioso do Kaka, a bola resvalou na chuteira número 48 do Ronaldinho Gaúcho e enganou o goleiro, entrando no cantinho... Brasil 2 a 0!

Mais 4 minutos e as vaias se transformaram no coro! Golaço de Kaka, um chutaço que entrou na gaveta!!!

Ainda na casa dos 30 o melhor do jogo! O que aconteceu aqui eu não escrevo novamente! Foi tão, mas tão sensacional que coloquei no meu perfil do ORKUT!!!
[ Incluo aqui o que coloquei no ORKUT
Meninos, eu ví!
17/10/2007, por volta dos 30 do 2o tempo!
Robinho recebe pela ponta esquerda de ataque leva pra linha de fundo e, de repente, um tal de Cruz passa a se chamar João...
Não ví Garrincha jogar, mas poderei dizer para meus filhos, netos e bisnetos que estava presente na noite que o menino da Vila virou Mané!
Acho que foi fruto do tradicional "pedala Robinho" que sempre dou no busto do Mané ao entrar por aquela rampa!
Favor, não me digam que estou errado!]
Só digo que no fim da jogada saiu gol do Elano... 4 a 0.

Fechando a goleada um momento clássico daquelas comédias pastelão! Juro... juro que, ao fundo, escutei aquela musiquinha famosa nos anos 80/90... (parararararaaaaaaara, parararararaaaaaaara, parararararaaaaa raaaaaa raaaaa... Enfim... a musiquinha dos Trapalhões). Novamente o Kaka chuta em direção ao gol. Um chute ridiculamente ridículo, parecia um peteleco, indo no meio do gol! Se sou eu, nem metia a mão na redonda... dominava com o pé, fazia umas embaixadinhas e fechava com o drible da foquinha. Mas não era eu. O tal goleiro do Equador foi pra lá, foi pra cá, escorregou e a bola bateu no braço do cidadão e foi entrando devagarinho. O Kaka, todo sem graça com aquele gol, deu um sorriso amarelo e recebeu o abraço do time. Robinho ainda deu um tapinha nas costas perguntando "Pagou quanto? (juro... de onde eu estava, uns 300 metros de distância, deu pra fazer a leitura labial).

Foi uma noite memorável, acho que para as demais 79.999 pessoas presentes no Maraca a noite foi completa. Menos pra esse que vos escreve.

Senti falta de algumas coisas, listo abaixo:
"Amor, por que ninguém passa a bola pra o cara de preto?"
"Cadê o Ronaldinho?"
"Depois desse jogo já é a final?"

Senti falta do cafuné, enquanto a bola ficava de um lado para o outro no meio de campo. Do beijo, ou melhor, dos 5 beijos após os gols. De ter aquela pessoa para quem eu pudesse, praticamente, narrar o jogo.

Talvez por isso um post tão grande!

É... quem será que faltou?

Faltam 9, e caindo!