terça-feira, 13 de novembro de 2007

1 Ponto!


Fim do campeonato chegando e, a cada rodada, vai aumentando o clima de melancolia (pelo menos dentro de mim). A sensação de que ficaremos a 1 ponto da Libertadores me faz sentir uma chateação indescritível.

Faz-me lembrar o empate com o Juventude, com o América. Indo mais atrás, me faz lembrar o empate com o Figueirense, roubado, é verdade. Lembro do time sem alma que tomou de 3 do Grêmio no Olímpico (quando a fase ainda era boa). Eu tava lá. No aeroporto conversei com JH, Alessandro, Renato Silva e Joilson. Falei: “Libertadores tamô aê”... O Jorge Henrique respondeu: “Se Deus quiser”.

Esse foi o problema. Deus queria, sem dúvida. Esforçou-se ao máximo e acabou ajudando, de quebra, o Flamengo. Os resultados das últimas rodadas foram amplamente favoráveis. O problema é que os “filhas das putas” dos jogadores não quiseram.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito: “Antes de Deus, VOCÊS devem querer”.

Que sensação escrota... a cada gol na vitória contra o Paraná eu me pegava comemorando, pulando, abraçando meu sobrinho. Mas, em seguida, me batia aquela tristeza... Vamos ficar a 1 pontinho.

Fico pensando no time para o ano que vem. O querido Gaba escreve no blog do Movimento Carlito Rocha sobre os grandes avanços na esfera administrativa que foram alcançados. O Bebeto diz que 2008 será o ano “Zero” para o futebol do Glorioso, mas fico triste pra cacete! Apesar das grandes decepções e frustrações, das pipocadas e trairagens, acho praticamente impossível montar um time tão bom quanto o deste ano (sim, acho o time excelente, apesar de todas as lágrimas que me fizeram derramar).

Vou sentir saudades dos golaços do Dodô, das arrancadas do Joílson. Do Zé Roberto? Talvez menos... mas aturar Felício dizendo que vai se firmar em seu lugar é dose (falo convicto, mas torcendo muito para ele me fazer queimar a língua).

Enfim, fica a torcida, com força, de um 2008 melhor que 2007. Para mim, isso significa apenas conquistar títulos. De resto fiquei satisfeito.

Mas, nesta reta final, acredito que estaria mais feliz com a conquista suada de uma vaga na Sulamericana do que olhar a tabela e perceber que faltou 1 ponto.





segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A jogada antológica!


Essa eu estava devendo desde a semana passada.

Noite de sinuca na Pereira Nunes, sendo que desta vez apenas eu e Fernando.

Como na última vez que eu havia jogado tive um desempenho lastimável, muito, mas muito abaixo da crítica, então acabou sobrando para o Fernando pagar o pato. Apesar de uns erros grotescos, bizarros mesmo consegui ganhar a maior parte das partidas.

Perdi a primeira de lavada, na regra dos 20. Mas depois me recuperei. O placar final foi de 6 x 3 pra este que vos escreve, mas o fato marcante da noite foi uma jogada daquelas, que fica na memória.

Se não me engano, a bola da vez era a 3 (que é verde, mas preferi colocar a amarela no desenho para facilitar a visualização), mas isso é o que menos importa. Eu estava já contando com os 3 pontos que o Fernando me daria, afinal, ele estava numa sinuca impossível de sair. Estava cercado por bolas em todos os lados, sem chances de pontuar, e muito menos, acertar a "da vez".

Ele olhou, olhou, olhou... deve ter feito alguns cálculos e cantou: "Caçapa do fundo". Eu gargalhei, uma vez que acertasse a bola, com certeza ela cairia, mas era impossível acertá-la. Eram 3 pontos na minha conta.

Eis que ele se inclina e dá a tacada. Parecia que a bola branca dava olé nas demais, fez uma tabela no fundo, voltou, tabelou do lado de que saiu, tabelou no fundo novamente. Neste momento eu estava boquiaberto... não era possível, minha última esperança era torcer, pelo menos, para a verde não cair, mas não teve jeito. A branca chegou com a força necessária para fazer a 3 descer.

Após a jogada o Fernando seguiu como se nada houvesse acontecido. Foi jogar a tacada seguinte, fingindo com toda a autoridade que foi apenas uma jogada como outra qualquer.

Sorte dele que sou bom perdedor, senão, viraria "história de jogador".

Enfim o ano acabou!

Sem me alongar pois estou sem saco...

A imagem acima resume muito bem o que foi o Botafogo versão 2007. Um time sistematicamente garfado, com uma falta de sorte nunca vista e, principalmente, um time que não conseguiu aguentar a pressão nos momento decisivos.

Agora nos cabe pensar em um 2008 melhor. Torço que a base deste time seja mantida, mas que além dos reforços necessários, os jogadores recebam doses cavalares de amor a camisa e raça (se é possível isso nos dias de hoje). Eles precisam, acima de tudo, ser profissionais.


Que a torcida alvi-negra tenha um ótimo 2008, pois 2007 já era!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Perdão Pãozinho!

Pãozinho, meu amigo, aceite minhas sinceras desculpas.

Estou até agora envergonhado pela maneira a qual tratamos nossos convidados ontem. Era uma noite de festa, tudo para acabar bem, mas uma humilhação dessas, não desejamos nem para nossos piores inimigos.
Me perdoe mesmo, de coração, me perdoe por, em menos de cinco minutos o Túlio dar um passe perfeito para um belo gol do Dodô (desculpe também a redundância).

Me perdoe por ter pedido falta do Alecsandro no Renato "Maresia" Silva. Me perdoe por xingar o bandeira por validar o gol do Guilherme.

Me perdoe pelo chute do Túlio. Um chute daqueles, que só se acerta um na vida, não precisava ter saído na noite de ontem. Não precisava...

Me perdoe se a sua zaga ridícula não conseguiu afastar o cruzamento e permitiu que o Joílson fizesse um terceiro. Me desculpe por ele, destro, acertar um chute de esquerda.

Me desculpe por estar rouco hoje, por não ter parado de cantar um minuto se quer.

Me desculpe pela empolgação que contagiou até mesmo o Pingo, meu amigo vascaíno que parecia o mais fanático torcedor alvinegro.

Me desculpe por ainda, após um lindo cruzamento, o Juninho, nosso capitão, passar a bola de peito para o Dodô. Me desculpe pelo Dodô tirar dois zagueirinhos com um passe de volta. Me desculpe pelo Juninho meter na gaveta, sem chances para o goleirinho de merda de vocês.

Me desculpe por ontem. De coração.

Uma pena que, justo nesta partida, um goleiro nosso fizesse a melhor partida do time no ano.

Me desculpe pelos gritos de Olé, por cantar o "Ninguém cala".

Espero não termos deixado traumas, espero que vocês se sintam à vontade para voltar ao Estádio Mais Moderno da América Latina, serão melhor recebidos daqui pra frente.

E pra lembrar, fica tranquilo que as cervejas estão à caminho. Faz tempo que te digo que perdi. Mas me perdoe novamente se, sem querer, acabarmos umas duas ou três posições à sua frente.